CNPq abre chamada para empresas desenvolverem pesquisa em inteligência artificial

A chamada RHAE IA do CNPq apoia empresas brasileiras que apresentem projetos de inovação em IA dentro das regras do edital. Prazo, bolsas, contrapartida e elegibilidade precisam ser conferidos antes da submissão.

CNPq abre chamada para empresas desenvolverem pesquisa em inteligência artificial

O CNPq publicou em 19 de agosto a Chamada Pública RHAE IA, atualizada em 8 de setembro. As inscrições ficam abertas até 9 de outubro de 2026. O objetivo é apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em empresas inovadoras e startups que desenvolvam ou adotem soluções de inteligência artificial alinhadas ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial e às missões da Nova Indústria Brasil. Para uma empresa com uma hipótese técnica e pouca equipe, a chamada pode ampliar capacidade. Mas uma proposta mal definida não se transforma em projeto executável só porque existe recurso disponível. O edital conecta pesquisa a uma decisão empresarial O texto prevê até R$ 300 mil em bolsas por proposta, exige ao menos uma bolsa SET para mestre ou doutor por no mínimo 12 meses e reserva ao menos 30% dos recursos para empresas do Norte, Nordeste ou Centro-Oeste, conforme o edital. Microempresas, pequenas empresas e startups brasileiras são elegíveis. A empresa precisa estar cadastrada no Diretório de Instituições do CNPq, e o coordenador deve ter vínculo formal e atual com a executora. Cada empresa pode submeter uma proposta. O recurso está ligado a um projeto com objetivos, equipe, entregas e aderência verificáveis. A contrapartida revela o custo real do projeto O edital prevê recursos globais de R$ 50 milhões, condicionados à disponibilidade orçamentária e financeira do FNDCT. A empresa e eventuais parceiras devem apresentar contrapartida mínima de 20% do valor solicitado. Assim, uma proposta de R$ 300 mil em bolsas precisa planejar ao menos R$ 60 mil, além das despesas não cobertas. O cálculo mostra se há dados, infraestrutura, acompanhamento e tempo de especialistas para executar o projeto. A empresa deve começar pelo problema, não pelo edital Uma avaliação responsável pode seguir quatro passos: descrever o problema operacional ou de produto que a IA precisa resolver; estabelecer uma linha de base, um indicador e um resultado verificável; identificar a competência que falta e o papel de pesquisadores, equipe interna e parceiros; conferir elegibilidade, missão da NIB, contrapartida, cronograma e documentação antes de escrever a proposta. O edital avalia aderência à temática de IA e ao PBIA, relação com as missões da NIB, viabilidade técnica, econômica e mercadológica, inovação, equipe e arranjos cooperativos. “Usar IA para melhorar a empresa” é amplo demais; a proposta deve dizer qual etapa será analisada, que dados existem e qual resultado será verificado. Aprovação não substitui capacidade de execução O resultado preliminar está previsto para novembro e o final para dezembro de 2026. A chamada não garante financiamento: a seleção depende de mérito, elegibilidade e disponibilidade orçamentária. A empresa não deve assumir despesas antes da contratação. O ganho potencial não está apenas na bolsa. Um projeto bem desenhado pode organizar uma hipótese de produto e aproximar conhecimento técnico da operação, desde que haja governança e acompanhamento. Antes de submeter, a liderança deve confirmar problema relevante, equipe e medida clara de avanço. Transforme a chamada em projeto executável Descreva problema tecnológico, hipótese, equipe, bolsas, cronograma, contrapartida, dados e evidência de resultado. Confira o edital vigente e organize a documentação antes do prazo; a chamada abre uma possibilidade de financiamento, não uma aprovação automática. Fontes consultadas CNPq. “Chamada Pública RHAE IA”. Publicada em 19 de agosto de 2026 e atualizada em 8 de setembro de 2026. Acessar a publicação CNPq. “Chamada Pública CNPq nº 29/2026 — RHAE IA”. 2026. Acessar o edital em PDF