CNPq inclui micro e pequenas empresas em chamada de IA com até R$ 300 mil em bolsas
O CNPq abriu uma chamada pública para apoiar projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em inteligência artificial realizados por empresas brasileiras. A seleção inclui micro e pequenas empresas e prevê até R$ 300 mil em bolsas de desenvolvimento tecnológico por proposta. O prazo vai até 9 de outubro de 2026, mas a participação exige contrapartida, pesquisador qualificado, vínculo formal e um projeto conectado a um problema tecnológico bem definido.
CNPq inclui micro e pequenas empresas em chamada de IA com até R$ 300 mil em bolsas
Chamada oferece recurso, mas exige projeto estruturado Uma empresa pode ter uma boa ideia para aplicar inteligência artificial e ainda não estar pronta para transformá-la em um projeto elegível. A chamada pública nº 29/2026, do CNPq, cria uma possibilidade de apoio, mas não funciona como crédito automático. Publicada em 19 de agosto e atualizada em 8 de setembro, a chamada recebe propostas até 9 de outubro de 2026. O programa RHAE IA apoia projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação que envolvam a inserção de pesquisadores em empresas brasileiras. Micro e pequenas empresas também podem participar Podem concorrer empresas privadas brasileiras com fins lucrativos e sede ou administração no país. O edital inclui micro e pequenas empresas enquadradas na Lei Complementar nº 123 e startups conforme a Lei Complementar nº 182. O orçamento global da chamada é de R$ 50 milhões. Cada proposta pode receber até R$ 300 mil em bolsas de desenvolvimento tecnológico. O edital exige pelo menos uma bolsa de nível superior, mestrado ou doutorado, com duração mínima de 12 meses. A empresa também precisa apresentar uma contrapartida mínima de 20% do valor solicitado. Cada empresa pode submeter apenas uma proposta. O recurso precisa estar ligado a uma dificuldade real A chamada faz mais sentido quando a inteligência artificial está relacionada a um desafio tecnológico concreto. Pode ser a previsão de falhas, a classificação de documentos, a melhoria de controles de qualidade ou a criação de uma ferramenta de apoio à decisão. O projeto precisa explicar o problema, os dados disponíveis, a abordagem de pesquisa, os resultados esperados e a forma de acompanhar a evolução. Uma descrição genérica de “usar IA para melhorar a operação” tende a ser insuficiente para orientar a execução. Exemplo hipotético Uma pequena fabricante pretende desenvolver um modelo para identificar desvios de qualidade durante a produção. Para participar, precisaria organizar os registros disponíveis, definir o pesquisador responsável, calcular a contrapartida e explicar como os resultados seriam avaliados. A bolsa não substituiria a estrutura necessária para coletar dados e testar o modelo. Bolsa não substitui orçamento de implantação Um ponto importante do edital é que os recursos são destinados a bolsas. Eles não devem ser tratados como verba livre para contratar serviços, comprar qualquer solução ou financiar toda a implantação operacional. A empresa precisa verificar as regras de elegibilidade, os documentos exigidos, os vínculos com os pesquisadores e os registros na Plataforma Lattes. Também deve avaliar se conseguirá acompanhar o projeto durante o período previsto. A aprovação não é garantida. Mesmo uma proposta tecnicamente interessante pode não ser selecionada ou pode exigir ajustes para atender aos critérios da chamada. Para donos, sócios, diretores e gestores, a oportunidade deve ser analisada com duas perguntas: existe um problema relevante que merece pesquisa aplicada? E a empresa tem condições de sustentar a execução depois que o apoio terminar? A resposta ajuda a separar uma aplicação possível de uma ideia ainda sem base operacional. Fontes consultadas Chamada Pública CNPq nº 29/2026 – RHAE IA Edital completo da Chamada Pública CNPq nº 29/2026 – PDF